domingo, 27 de junho de 2010

...Eu não dessisto do que eu quero, e não me desespero... espero! (8)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sempre resta alguma coisa...

     "Pois bem, suavemente, um dia empurrando o outro, uma primavera após um inverno e um outono depois de um verão, tudo deslizou pouco a pouco, pedacinho por pedacinho; foi embora, partiu, desceu, quero dizer, pois sempre resta alguma coisa no fundo, assim como… um peso, aqui no peito!“

. Gustav Flaubert in Madame Bovary .

 

 

 

 

Fonte segura, rs. http://lyani.wordpress.com/

 

Pare de reclmar de tudo...


Hoje por um segundo parei. Parei de pensar em mim, nos meus problemas e dificuldades, nas decepções e medos. “Me“deixe de lado, por um instante apenas.
Tempo suficiente pra reparar que meus problemas são do tamanho do meu egoísmo. Sim, reparei depois de tantos anos que sou egoísta. Ontem, assisti a uma reportagem que agora não me lembro o nome, que mostrava a vida de um ex- presidiário, não sei o qual o crime que ele cometeu, nem me interessa... Mas notei um olhar perdido, confuso, amedrontado. Um olhar que pela primeira vez me instigava a ver o lado de alguém que erra, sem que eu fizesse um pré- julgamento, como já é de costume. Ele saia vazio, sem bolsas, sem dinheiro, sem família a o esperar, sem amigos. Saía dali apenas Ele, e a esperança de voltar a viver. Não sei bem o que eu senti, ao ver aquela cena, não sei explicar. Apenas parei por um segundo e fiquei pensativa. Logo me cobri de indagações: Mas e agora, o que esse homem vai fazer? Onde está sua família? Aonde vai dormir e comer? Como vai arranjar um emprego, e lutar pra sobreviver com o peso de um crime nas costas? Senti-me estranha, mesquinha. Eu tenho a vida que todo mundo pediu a Deus... Tenho uma família, tenho uma casa, meu emprego é ótimo, tenho uma faculdade, tenho saúde, dinheiro e amigos. E ainda reclamo. Reclamo e reclamo de novo. E aquele homem que a única coisa que carrega com ele é o peso do arrependimento, o desprezo da sociedade, e a busca de tentar sobreviver seja como for, dormindo embaixo de um viaduto, num chão frio e com fome. Jogado a própria sorte.
E a partir daquela cena, eu reconheci que não tenho problemas, não tenho dificuldades.
Que eu deveria parar de reclamar tanto, e procurar ser mais humana, menos preconceituosa, menos mesquinha, menos egoísta. Parar de pedir tanto, e agradecer pelas maravilhas que Deus me concede, todos os dias.
E uma coisa eu aprendi: Precisamos parar de enxergar apenas nosso mundo, nossa vida. Há tantos problemas maiores que os seus. Tantas pessoas abandonadas, com fome, com frio, sem uma casa ou um colo pra descansar. Tantos doentes, abandonados em uma cama de hospital sem família, sem visitas. Pare de reclamar de tudo. Coloque pra fora a parte HUMANA que existe em você.  Julgue menos, menospreze menos, não feche os olhos diante dos problemas do mundo. Faça diferente... AJUDE. 



Não sou muito boa em escrever, mas enfim... Espero que você possa ser uma pessoa melhor, é bom tentar ajudar o mundo, faz bem pros outros e pra você mesmo.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Há tantas violetas velhas, sem um colibrí..."


"... Ainda sinto saudade da ansiedade que fazia meu coração palpitar a espera de inesperada ligação!"

"Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora.
Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para
bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará
um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra.
Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que
se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove
com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça,
olhando a chuva que, aos poucos começa a passar."

Caio Fernando Abreu

Amor a primeira vista, eu e o CAIO! ho ho =p